Conceito de desenvolvimento sustentável

Florianópolis (22/10/2008) - Percebe-se atualmente, que em eventos, empresas, governos, fóruns nacionais e internacionais, todos estão discutindo para onde segue o planeta, como serão as condições climáticas no futuro, como será a vida das pessoas, e acima de tudo, como se dará a sustentabilidade plenetária. Nesse âmbito existem muitas pesquisas, previsões e conjecturas, porém muitas delas apontam para direções divergentes.
Contudo, neste cipoal de estudos, uma expressão cunhada há 21 anos pela primeira-ministra norueguesa, Gro Harlem Brundtland, conhecida e popularizada como desenvolvimento sustentável encontra um eixo comum entre as mais diferentes organizações, sejam elas ambientais, governamentais ou privadas.
O conceito de desenvolvimento sustentável que foi concebido como “o desenvolvimento que satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades” surgiu pela primeira vez, pelo fato de como líder da Comissão Mundial sobre o Desenvolvimento e o Meio Ambiente das Nações Unidas, Gro Harlem Brundtland, em 1987, publicou o relatório Nosso Futuro Comum (Relatório de Brundtland), onde a relação homem-meio ambiente entrou em definitivo na agenda mundial. Na época Brundtland já prenunciava que: “a humanidade vinha crescendo de maneira insustentável e precisava urgentemente pensar em novas fontes de energia e questões como a poluição do ar e da água.”
Gro Harlem Brundtland em 1992, participou como uma das estrelas da Rio-92 e daí para frente teve destaque em nível mundial, sendo considerada pelo jornal Financial Times, como uma das personalidades mais importantes ao lado de Mikhail Gorbatchev e do Papa João Paulo II.
Mais recentemente, o sociólogo inglês John Elkington, ampliou o conceito de sustentabilidade para incorporar o que ele denomina de triple bottom line, segundo o qual “os negócios precisam ser gerenciados não apenas do ponto de vista financeiro, mas também considerando aspectos sociais e ambientais.” Assim, desta relação tripartite surgiu à noção de responsabilidade sócio-econômico-ambiental, que hoje estão disseminadas pelas mais diversas organizações.
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