Crise não interfere nos planos de TI para 2009

Apesar da crise econômica internacional desencadeada no segundo semestre de 2008, a partir dos Estado Unidos, as grandes corporações não pretendem mudar seus planos de investimentos em relação a área Tecnologia da Informação (TI) para 2009.

Por exemplo, o Banco do Brasil mantém seu plano inalterado para 2009, e destina recursos na ordem R$ 1,2 bilhão que serão aplicados em tecnologia. Já o Bradesco reserva um orçamento de 2 bilhões em TI. A Claro pretende ampliar em 40% o seu orçamento para o próximo ano.

Os analistas  empresariais são de opinião que mudar os planos agora, seria retardar os planos de longo prazo, o que pode comprometer a competividade das empresas após passar a crise, o que implicaria em perder oportunidades quando da recuperação da economia.

Os investimentos em Tecnologia de Informação (TI), depende de empresa para empresa ou de setor econômico. Por exemplo, o Banco do Brasil, que passa por um o processo de aquisições, como foi o caso da incorporção do Besc e agora está em vias de fechar negociação para compra da Nossa Caixa, irá destinar recursos para aumentar sua eficiência operacional e reduzir custos, com a implementação do Gerenciamento Eletrônico de Documentos (GED). Por outro lado, o Bradesco investirá na aquisição e instalação de servidores, para aumentar a capacidade de armazenamento de dados, porém, pretende adquitir máquinas com maior potência e que ocupem menos espaço.

Analistas da área de Tecnologia da Informação (TI) são cautelosos em relação a expansão do setor para 2009. A previsão inicial para o Brasil, era que o setor cresceria em 2009, na ordem de 14,4%, porém com a crise  internacional a taxa foi ajustada para 9,1%. Contudo, face as peculiaridades do país, as projeções são otimistas em relação a outras variáveis de mercados internacionais.

Promessas para 2009 em relação as tecnologias

Tecnologias que mais atraem a atenção das empresas:

Comunicação IP - A transmissão de voz por meio da internet tem custo menor que o modelo tradiconal, além de permitir o uso de serviços mais sofisticados de comunicação.

Terceirização - Levar a infra-estrutura de equipamentos para as mãos de terceiros é uma forma de reduzir gastos com serviços de manutenção e suporte.

Virtualização - Os softwares permitem que as empresas reduzem seu parque de servidores a poucas máquinas, melhorando o gerenciamento de recursos e reduzindo custos.

Business Inteligence - Em cenários econômicos complexos, ferramentas que ajudam as empresas a fazer projeções ganham espaço.

Software como serviço - A utilização de sistemas no modelo de serviços - e não sob formato tradicional de licenciamento - pode reduzir os gastos com tecnologia. 

Fonte: Valor | 24 / 11 / 2009 - pág. B3

 Ciasc - Centro de Informática e Automação do Estado de Santa Catarina

Tags:

Os comentários estão fechados.